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25 abril 2019

Eu sou é POP!ular

Imagem: Reprodução da obra de Romero Britto - Google

Depois do perrengue que eu passei para NÃO conseguir o ingresso para o show de Sandy e Junior - e de acompanhar uma discussão sobre a genuinidade do hype sobre o evento -, comecei a pensar no que me levou a ser fã da dupla e não de uma banda islandesa da década de 70 que, provavelmente, só eu conheceria.

Andando por aí pela internet, eu vejo pessoas, as quais tenho imenso apreço e estima, indicando músicas, livros, personalidades que eu nunca tinha conhecido mais desconhecidos. Sempre me pego no pulo do gato da invejinha por não ser tão descolada e ter um vasto currículo cultural. Eu sempre passeei pela popaiada clichê que todo mundo já estava exausto de ver a fuça. E não por falta de interesse, pois curiosa de nascença. Acho que a grande questão é que acomodei os meus gostos em uma macia cama king pop e, rodeada de travesseiros de refrões chicletes, de lá jamais saí. 

Sei lá, enquanto as pessoas estouravam os ouvidos com seus primeiro iPods, eu nem tinha computador em casa. Passei a maior parte da vida refém da televisão, e por mais que a MTV ainda existisse, eu sempre tive uma queda pelo popular. Aos primeiros acordes de uma música mais 'complexa e elaborada', eu já mudava de canal. Poxa, estava esperando Karla, do LS Jack #xatiada. Não sei se meus pais têm culpa no cartório, já que me presenteavam com cds do É o Tchan. Mas não acredito, pois não acredito que alguém que nasceu nos anos 90 não tenha ralado na boquinha da garrafa. 

A galera discutindo Tolstói e eu folheando Julia Quinn. Não que eu não queira ler Tolstói (inclusive tenho e-books), mas eu adoro um romancezinho pra ler esparramada no sofá numa tarde chuvosa. Às vezes eu não tô muito a fim de discutir grandes questões da humanidade (às vezes eu tô muito), eu só quero assistir Meninas Malvadas em paz. O fato de gostar de roupas pretas e flertar com o estilo grunge, não faz de mim NADA além de alguém que gosta de roupas pretas e flerta com o estilo grunge. 

Não tem uma célula do meu corpo desesperada para ser a diferentona da porra. Mas assim, eu acho que é aí que está o ponto, sabe? Minhas escolhas populares só mostram que enquanto as pessoas querem ter razão, eu quero é ser feliz. 

Gostaria de ter um currículo bonito para estampar o meu Linkedin? Gostaria. Mas a verdade é que passo horas no Twitter escrevendo errado de propósito. Eu sou é POPular!

P.S.: O Romero Britto lá em cima é meramente ilustrativo. Taí uma popaiada que é cafona até pra mim =D

Um comentário:

  1. Menina, adorei o texto!
    E eu que fui duas vezes ao show das Chiquititas e guardei minha mesada pra ficar na parte VIP??? kkkkk Amava! E depois de adulta fui à peça da Fernanda Souza, a Mili, claro ;)

    Beijos,
    Gábi

    Blog @gabrielaer
    Ig: @gabrielaer

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