Quem sou eu para ser brilhante?

by - junho 15, 2015

Crédito: Hqhdwalls

Semana passada eu estava passeando pela net e me deparei com este texto aqui. A leitura completa é bacana e tal, mas foi o seguinte trecho que me inspirou a escrever este post:

Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?” Na verdade, quem é você para não ser tudo isso. Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. A medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.

Texto atribuído a Nelson Mandela

E aí eu fiquei pensando em como isso é verdade, em como nos anulamos por medo de apresentar nossas qualidades. Quando eu era mais nova, lá no ensino médio, tinha uma vergonha danada de responder as perguntas que os professores faziam em sala de aula. Eu sabia a resposta, eu sabia que estava certa, mas o medo de parecer "superior" me calava de uma maneira incrível. Metida, eu? Jamais.

Hoje isso já não acontece. Se eu sei a resposta, por que não responder? Ah, mas alguém pode me achar metida. Dane-se! Por que eu não posso saber a resposta? Por que eu devo fingir não saber? Ora, eu sou a que sabe a resposta, essa sou eu, e preciso conviver com isso. De alma lavada e consciência tranquila, afirmo que não mostro o que sei de forma pretensiosa e mesquinha, somente para aparecer. Faço porque o negócio tá ali, na ponta da língua, no trampolim dos dedos, prontos pra sair e elucidar uma questão, ajudar alguém que precise da informação. Por que não?

Claro que isso é só um exemplo e eu não estou curada do complexo de inferioridade. Ainda deixo de fazer muita coisa por medo de parecer pretensioso demais. Mesmo sabendo que sou capaz de realizar A+B, me concentro no A porque é a minha zona de conforto. Me aventurar em B é dizer ao mundo que eu posso fazer mais, e eu não sei se o mundo está preparado para quem quer fazer mais.

Mas sabem, esse ano eu fiz um A+B que deixou muita gente de olhos arregalados, pois achavam que eu não seria capaz. Mas enquanto essas pessoas torcem para que eu mele minhas botas de lama, outras vêm até este espaço maravilhoso, apelidado de blog, para dizer que se identificam comigo e que querem muito fazer a mesma coisa. E é aí que a gente conclui o quanto Nelson Mandela está certo quando diz que "a medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".

Então assim, o quanto antes nos despirmos desse complexo de inferioridade, mais estaremos abertos para novas possibilidades. Não é errado ser bom, não é errado ser brilhante, não é errado chutar o balde e fazer o certo. "Bancar o pequeno não ajuda o mundo". E o que pode ser mais maravilhoso que inspirar as pessoas? 

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2 comentários

  1. Oi, Mari!

    Amei a ideia do post, parabéns!
    Quando eu era criança, no colégio, todo mundo queria ser meu amigo e eu era a "popularzinha" da minha sala. Com o passar do tempo, fui vendo que todas as pessoas falavam mal de mim pelas costas, e hoje eu vejo que elas tinham razão. Enfim, não vem ao caso mas eu era bem irritadinha e maltratava as pessoas, e algumas delas começaram a vir até mim e me dizer isso. Acho que por ter ouvido tanto isso eu fui baixando a minha bola... e hoje tenho SEMPRE essas atitudes de "bancar o pequeno". Se eu sei alguma coisa, se tenho certeza que vou ajudar, acabo ficando calada talvez por medo de alguém chegar em mim e dizer que sou muito exibida #dramática HAHAHAH

    Eu acho que isso é muito ruim de qualquer forma, mas ainda não consegui me livrar disso. :/

    Beijos!

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  2. Eu precisei de um tempo, Mari, pra poder me preencher totalmente com as palavras do teu texto e entendê-lo por completo. Pois no primeiro momento que o li veio o impulso de fazer um comentário e escrever o que saia na fluência de pensamentos, mas parei, respire, me acalmei e procurei refletir mais sobre o texto e tudo que nele há, tudo o que está contido em forma de pensamento.

    Ultimamente esse pensamento contido no texto está acontecendo em mim. Muitas coisas, desde o começo do ano, aconteceram eme fizeram repensar outras muitas coisas, me fizeram ter uma reaproximação da minha essência e de como eu quero me mostrar ao mundo, de como eu quero ser, de como eu quero parecer. Eu. Sem as amarras do que outros esperam, pois minha vida cabe à mim.

    Você é capaz de muitas coisas sim, todos somos. Somos naturalmente a luz interior querendo brilhar e se mostrar da forma mais bonita ao mundo. Somos capazes de fazer A, B, A+B, A+B+C e assim por diante, pois podemos e devemos fazer o que gostamos e buscarmos nosso bem estar e nossa felicidade. Cuidando de nós mesmos e nos entendendo estaremos naturalmente fazendo bem a nós e aos outros, porque a partir do momento que o bem estar se instaura, até mesmo nos momentos mais difíceis, a paciência nos acolhe, e nós conseguiremos seguir e enfrentar o que vier da forma mais serena possível, e perceber que a vida é uma dádiva que nos mostra diversos caminhos e maneiras de encontrar a felicidade.

    Se algumas pessoas ainda não enxergam sua própria luz e se incomodam com a luz emanada pelos outros o único jeito é desejar que elas tenham o despertar e sigam em rumo de suas próprias luzes.

    Um grande abraço!

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