02 dezembro 2014

Você precisa aprender a se bastar

Imagem: Google

Sou uma pessoa um tanto quanto independente. Sempre fui. Desde muito nova gosto de fazer as coisas por conta própria, sem esperar que caia do céu ou que alguém pegue na minha mão e me conduza. De antemão, suplico que não confundam independência com orgulho. Não tem nada a ver. Estou sempre aberta a novas possibilidades e aprendizados, não acredito que viver numa bolha é a solução. Mas de uma coisa eu tenho certeza: eu me basto.

Tenho uma família super bacana, um namorado lindo e amigos legais, mas nenhum deles é o reflexo que vejo no espelho. Apesar de entender que algumas pessoas são tão emocionalmente dependentes dos outros que não seriam capazes de soltar um peido sem ter alguém pra sentir o fedor, não concordo que esse seja o melhor jeito de se viver. Claro, não tô aqui pra cagar regra pra seu ninguém, cada um que tome conte da sua vida. Esse texto é só pra gerar uma discussão e fazer pensar. Afinal, é pra isso também que servem os blogs, pra você que não sabe.

O engraçado nessa história de se bastar é que as pessoas logo apontam aquele indicador nojento: "sua insensível, vazia, sem coração". Tá certo que eu não preciso ligar pra minha mãe de 5 em 5 minutos pra informar sobre como anda o meu fluxo menstrual ou qual o formato do meu cocô. Tá certo que eu não espero que meu namorado responda minhas mensagens assim que aparecer os dois tiques azuis idiotas, ou que ele pegue um avião toda vez que eu levar uma topada. Tá certo que eu não deixo de ir ao cinema só porque meu amigos estão tomando todas num bar e autenticando em cartório que essa é a única maneira de se divertir. Tá certo que eu sei ser feliz sem precisar de alguém a tiracolo. Mas insensível, aí já demais. (Eu espero mesmo que você tenha entendido a tentativa de piada neste parágrafo. Obrigada!)

Eu amo minha família, amo meu namorado e meus amigos, mas antes de amar todos eles, eu me amo. Só eu sei o que é melhor pra mim. E o melhor pra mim não é viver emocionalmente dependente de ninguém. A minha mãe nunca deixará de ser quem é, mesmo que eu esteja na China. Eu não preciso bancar a siamesa com ela - nem com ninguém - pra provar que a amo. Aliás, eu não preciso provar pra ninguém o quanto amo as pessoas, e tenho certeza que viver grudado não é prova de amor.

E aí é que vai a minha "dica" pra você: liberte-se. Por uma vez na eternidade, dê os seus próprios passos, sem esperar conclusões de terceiros, sem esperar colchão macio para abrandar suas quedas. Sinta o prazer de se conhecer melhor e não o desprazer de fazer as pessoas decidirem quem você é. Junte a família, junte os amigos, troque de namorado todo mês, mas não esqueça do prazer que é estar em sua própria companhia. Não estou aqui fazendo apologia à solidão, estou só dizendo que se no final não restar mais ninguém, você ainda terá a si mesmo. 


5 comentários:

  1. eita texto maravilhoso mulher. assino junto! :*

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  2. Me identifiquei muito com o seu texto. Eu também me basto. E as vezes, não consigo compreender mesmo o motivo pela qual muita gente depende das outras pessoas por motivos tão pequenos, sabe?

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  3. muito bom!

    Boa parte da sociedade confunde "estar sozinho" com "estar solitário". Pessoas que são absurdamente dependentes de outras tem problemas internos que não são resolvidos e transfere o tratamento com o espelho para os outros

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  4. Achei algumas palavras utilizadas bem desnecessárias. Tais como 'cagar', 'cocô', 'peido'
    Muitas delas sugeriram grosseria e saíram exatamente da linha que você quis chegar.
    Às vezes, coisas sutis podem surtir melhores efeitos.

    Vai estudar um pouco e aprender a ter um pouco mais de educação antes de querer radicalizar na internet.

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  5. Ameiii!!! Isso aí, garota!!! Se bastar é tão importante quanto respirar!!

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