11 setembro 2014

Luiza e Pedro #1

Hoje eu começo uma série de posts contando a história desses dois aí. Não te garanto que será uma história de amor, mas garanto que terá muito amor na história. Para que você não se perca, o banner da série tá logo ali no sidebar. Agora todo mundo cruza os dedinhos para que eu tenha criatividade o suficiente para terminar esta história.
Luiza tem 25 anos e é secretária executiva numa grande empresa de cosméticos. Acabou de se mudar para um novo apartamento e espera que as coisas comecem a melhorar a partir de agora. É bonita, apesar de o espelho insistir no contrário. Morena de olhos castanhos, mede 1.58m e, apesar da baixa estatura, não cabe em si de brabeza, essa menina. Solteira há um ano e meio, anda desacreditada dos homens. Definitivamente o que é dela não está guardado. Sonha com o dia em que o príncipe baterá a sua porta. Ou o plebeu, tanto faz.

Pedro tem 27 anos e é fotógrafo profissional. Já viajou pelo mundo atrás de mudanças, mas sempre volta às suas raízes a fim de se encontrar. Acabou de comprar um apartamento que, a princípio, seria um estúdio. Mas por falta de grana, resolveu morar por lá mesmo. Sempre foi um homem muito bonito, arrancando suspiros por onde passava. Moreno, olhos claros - que não é verde nem azul - , mede 1,85m e, por muito tempo, ouviu da sua mãe que era bonito demais para ficar atrás da lente. Divertiu-se o quanto pôde e quando, finalmente, encontrou quem pensava ser a mulher da sua vida, levou um pé na bunda épico. Agora vive na fossa, descarregando, em cada click, tudo o que sente




Sexta-feira. Já passava das 21:00 quando cheguei em casa. Bolsa no ombro direito, sacolas do supermercado na mão esquerda e chave já na fechadura. Cansada de um dia cheio de trabalho, repouso as sacolas sobre a mesa da cozinha e corro em direção ao sofá. Devidamente esparramada, fecho os olhos por alguns instantes na tentativa de dissipar certos pensamentos. Aqueles de sempre: por que eu não compro um cachorro?; por que não estou numa balada?; por que o apartamento ainda é habitado por apenas um ser?. Por mais perdida que eu possa estar às vezes, já se passaram dois anos desde o meu último relacionamento, tá na hora de mudar os roteiros das noites de sexta.

Abro os olhos e encaro o teto branco, não há muito que fazer além de tomar um delicioso banho e comer uma comida quentinha. Corro para o chuveiro e deixo a água quente escorrer pelo meu corpo nu. Me entrego ao prazer de poder relaxar cada músculo, dissipar cada pensamento. É uma pena não poder estar ali pra sempre. Já seca e devidamente vestida com o moletom mais surrado do armário, procuro na porta da geladeira o número do meu restaurante chinês favorito. Peço o de sempre e sento em frente ao computador.

Reuniões, atas, relatórios, uma infinidade de trabalho espera por mim na caixa de entrada do e-mail. Sou secretária executiva e meu chefe só não é mais arrogante, pretensioso e exigente, porque seria humanamente impossível. Respiro fundo e encaro aquela pilha de afazeres. Apesar da quantidade de trabalho, gosto do que faço e sinto como se toda essa correria fosse uma grande válvula de escape pra mim. O jeito maluco que eu encontrei para aliviar as tensões.

Distraída com o volume de serviço, quase tenho um infarto quando ouço a campainha tocar. Não pode ser a comida, acabei de ligar. E mesmo que fosse, o interfone é que tocaria, não a campainha. Estranho, quase nunca recebo visitas, principalmente de vizinhos. O prédio em que moro é relativamente novo e não está tão habitado. No meu andar somente dois apartamentos, de quatro no total, estão ocupados. Um é o meu e o outro é de um casal de plantonistas que quase nunca está em casa. Quem poderia ser?

Um comentário:

  1. Gostei da descrição dos personagens e a narrativa em primeira pessoa desse princípio de série de textos, espero que tenha continuações e criatividades. Boa sorte

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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