23 março 2014

Pílulas de Domingo #1

Imagem: daqui 
Resolvi testar algo novo aqui no blog. As “Pílulas de Domingo” são pequenos (ou não) textos sobre o que anda acontecendo comigo: sentimentos mais profundos, observações cotidianas, sei lá, qualquer coisa que me aconteça. Obviamente, elas sairão sempre aos domingos (mas não necessariamente todo domingo), que é quando eu estou só o pó da rabiola, quando eu reflito sobre o que me aconteceu durante a semana, por exemplo. Tenho percebido que o blog, apesar de apresentar as minhas opiniões, não está mostrando a minha cara, por assim dizer. Senti vontade de contar um pouco mais da Moody Mari.

 - Estou me sentindo esgotada. Tenho fome de mudanças. Anseio por algo que ainda não sei o que é, mas que é preciso acontecer. Espero que seja qualquer coisa. O que não pode continuar é essa inércia, esse marasmo que parece não ter fim. Só não corro pra cama e choro, porque isso nunca resolveu nada, não vai ser agora. Não vai ser comigo.

- Tenho estudado um bocado pra um concurso que me inscrevi mês passado. Toda horinha livre é motivo pra sentar em frente ao computador e ler, resolver exercício, ler de novo, resolver mais exercícios. Estou orgulhosa da minha disciplina, isso prova que posso fazer o que eu quiser, só é manter o foco. No começo achei que jogaria tudo para o alto e só conseguiria estudar caso entrasse num cursinho preparatório, mas eu não tenho tempo pra fazer curso e jogar tudo para o alto não faz parte do estilo de vida que comecei a adotar. Eu posso não passar nesse concurso, lógico, mas posso dizer com todas as letras que não foi por falta de tentativa.

- Dia desses resolvi fazer um lanchinho numa dessas redes de fast food. A escolhida foi a Bob’s por dois motivos: a primeira e única vez que comi lá faz tanto tempo que eu nem lembro; abriu uma loja pertinho da faculdade e eu fiquei curiosa. Tudo lindo e azul, até que eu entrei no recinto. Acho que, contando comigo, deveria ter uns cinco clientes no estabelecimento. Estava “vazio”, certo? Fiz meu pedido e “esperei ao lado”. A mocinha da Bob’s trouxe a água e a batata frita que eu pedi. Só que faltou o sanduíche. Bom, a loja tinha cinco clientes, o sanduíche deveria ficar pronto na velocidade de um fast food. O que não aconteceu. Vi algumas pessoas chegando e recebendo seus pedidos antes de mim. A loja foi enchendo e nada do meu sanduíche. Costumo dizer que tenho paciência a de Jó e que sou a pessoa mais educada do mundo. Nunca armei barraco em lugar nenhum, espero sempre a boa vontade do atendente. Mas o sanduíche demorou tanto que a batata frita que estava na bandeja esfriou. Um funcionário que nem estava atendendo de fato se compadeceu da minha cara de cachorro molhado e pegou minha notinha. Jogou a batata no lixo e me deu outra. Perguntou irritado qual o paradeiro do meu sanduíche, já que deveria estar frio too. Quando enfim completaram minha bandeja, sentei numa mesa e o meu pensamento era só um: “Acho que foi por isso que nunca mais eu pisei numa Bob’s. Dizem que o Milk-shake daqui é o melhor. Bom, se for igual ao sanduíche, creio que há um equívoco no paladar da galera. Sanduíche mais seco eu nunca comi. A Bob’s acaba de perder um cliente. Por hora, não piso aqui nunca mais.”. Isso sem contar a falta de catchup. Lanchonete sem catchup? Não tô enteindeindo. Se todas as lojas são assim, não sei, mas que a marca Bob’s me deixou decepcionada, deixou. Infelizmente.

- Tenho resmungado (tenho que parar com isso) por aí que estou muito infeliz com meu trabalho. Eu recebo muito pouco, trabalho muito e estou cercada de pessoas que estão mais preocupadas com o seu umbigo, que com o bom funcionamento do local e o bem estar do funcionário. Sei que isso não é “privilégio” meu, já trabalhei em vários outros lugares e nenhum levou a estatueta de Paraíso do Ano. Mas o estresse é tanto que por esses dias tive uma crise nervosa inédita. O desespero foi tanto que chorei feito um recém-nascido e no calor da emoção tomei a decisão de não continuar mais ali. Apesar de receber todo o apoio dos meus pais, percebi que essa não seria a solução, pelo motivo mais desumano que existe: dinheiro. Sim, eu tenho minhas responsabilidades e deixa-las nas costas dos meus pais não me proporcionaria a liberdade que eu tanto almejo. Se por um lado estaria feliz por nunca mais pisar naquele lugar, por outro estaria com a consciência pesada por depender 100% dos meus pais. Tudo bem que o meu salário é só pra mim, meu pai nunca me pediu pra ajudar nas despesas da casa, sempre me disse que só o fato de eu não pedir nada já ajudava muito. Diante disso, como transferir todas as minhas responsabilidades para ele agora? Faculdade, despesas pessoais, mesada, viagens. Não seria justo. Trabalho desde os 19 anos, viver na barra da saia da mamãe seria uma prisão pra mim. Voltei atrás e resolvi ficar naquele lugar até encontrar outro emprego (sim, estou em busca), mas infelizmente, diante de todo estresse e da carga negativa, não mais conseguirei me dedicar 100%. Estou esgotada, e se tem uma coisa que eu aprendi ali dentro nesses quase dois anos de trabalho é que não vale a pena se sacrificar. 
Pensando nisso tudo e pesquisando sobre o assunto, dei de cara com este post ótimo. Consegui baixar o livro em .pdf e começarei a ler assim que possível.

4 comentários:

  1. Mari, me identifiquei muito com o teu post. Eu acabei de largar a faculdade e voltei pra casa da minha mãe e, depois de mais de um ano vivendo por conta própria, estou num verdadeiro inferno. Tenho que estudar para vestibulares de novo, procurar um emprego, decidir o que vou fazer com a vida agora... Realmente, parece que se enfiar na cama e chorar é a única coisa que dá pra fazer. Mas tamo junto, aos poucos, vivendo um dia de cada vez, não é mesmo? Aliás, parabéns pela força de vontade, tanto pelo estudo quanto pela decisão de não largar o teu trabalho, muita gente não consegue fazer esse tipo de coisa (incluo a mim mesma nessa categoria de "fracotes").
    Ah, perto da faculdade onde eu estudava tinha um Bob's também, no qual comi uma vez pra aprender a nunca mais comer lá. Mas o milk-shake realmente é o melhor, tenho que te dizer hahah

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  2. Amei esse nome para a tag *-*
    bom não curto fast food, fazem muito mal á saúde..
    Se sacrificar não vale mesmo a pena. Gostei dos textos..

    www.chadecalmila.com

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  3. Essa coisa de dinheiro vive atrapalhando os nossos planos, né? Achei muito digno sua decisão de não largar o emprego apesar de não querer mais ficar nele. E continua estudando sim, vai que você troca esse emprego chatão por um concurso que vai te dar grana e um novo ambiente?! Vou estar torcendo! ;)
    E sobre a rede de fast food, acho é bom que a maioria delas esteja tendo o serviço cada vez pior, assim a gente desapega com menor esforço dessas porcarias!
    Beijo

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  4. nossa, quanta coisa, boa sorte na vida !

    Conheça (m):

    coisasuteisoufuteis.blogspot.com.br
    facebook.com/coisasuteisoufuteis

    Vou adorar te retribuir, bjs

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