Resoluções para uma vida nova - Parte 1/1

by - janeiro 18, 2014

Imagem: We Heart It

Este desabafo será dividido em três partes: a pessoal/emocional, que será dividida em duas, e a material. 

Não, minha intenção não é listar as coisas que quero fazer em 2014. Aliás, já fiz uma listinha marota sobre isso aqui. O que pretendo com este novo post é 1) desabafar sobre algumas coisas que tem acontecido comigo 2) contar sobre alguns planos pessoais em que pretendo trabalhar 3) entrar com o pé direito numa vida nova.

Como alguns de meus leitores sabem, estou passando férias com meu namorado, bem longe da minha casa. Somos de estados diferentes e, quando tiro férias, viajo pra cá para aproveitar o máximo de tempo com ele. O problema é que ele não está de férias e eu fico sozinha o dia todo, muitas vezes sem nada pra fazer. Claro que eu já previa isso e trouxe pra cá um livro bacana pra passar o tempo. Muitos devem estar se perguntando por que eu simplesmente não saio sozinha, exploro a cidade, mesmo sem a companhia do Felipe, somente para me distrair. O fato é que estou numa cidade do interior de São Paulo e aqui não tem muito o que ver além do centro, dos shoppings e restaurantes locais – que já conheço. Sem contar que sair de ônibus não é tão legal, já que eles demoram muito pra passar e eu não sei como funciona o sistema por aqui. Não dá pra visitar sempre a capital, São Paulo, 1) porque fica há aproximadamente 350 km de distância, ou seja, não é tão logo ali e 2) eu não queria sair passeando sem a companhia do Felipe, afinal vim até aqui por causa dele, pela saudade, não pra ficar batendo perna enquanto ele trabalha de 8:00 às 17:00. Não precisa ficar com peninha de mim, eu gosto de ficar em casa e a gente sai sempre que pode. Já fomos várias vezes no cinema, jantamos em restaurantes diversos, batemos perna no centro.

Ok, mas essa introdução só serve para situá-los. O que interessa mesmo é que eu não tô lendo quase nada do livro que trouxe, apesar de parecer muito bom. Com tanto tempo ocioso, resolvi me jogar de cabeça mesmo em leituras sobre vida simples e minimalismo. Blogs, matérias, e-books, tudo relacionado a simplicidade voluntária está enchendo meus olhos e me convencendo que este pode ser um ótimo estilo de vida para mim. Troquei os tutoriais de maquiagem e blogs de moda por leituras de páginas com layouts sem absolutamente nenhum adorno e isso tem me feito muito bem. Estou refletindo muito sobre tudo o que tenho aprendido com estas leituras e me interessando cada vez mais em investir meu tempo em algo que possa efetivamente mudar o meu estilo de vida. Isso porque eu não estou feliz com meu estado atual.

Explico. Não sou uma pessoa triste e inconformada com a vida, mas com as minhas atitudes diante dos acontecimentos. Lendo todo esse conteúdo sobre simplicidade voluntária, percebi que estou agindo de uma forma que me deixa triste, mas que é a esperada. Por exemplo: me importo com o que as pessoas pensam de mim, dou valor para coisas materiais, estabeleço metas que nunca cumpro, passo muito tempo nas minhas redes sociais, acho que a vida dos outros é melhor que a minha etc, etc, etc. Não gosto de nada disso, mas deixo essas atitudes me dominar por pura força do hábito. E está aí o problema: o hábito. É justamente estes (maus) hábitos que pretendo extinguir de vez da minha vida.

Tenho consciência, gente, sei que hábitos não mudam do dia pra noite. Mas o primeiro passo para uma vida nova é a força de vontade, e dela eu estou cheia. Eu realmente quero mudar meu estilo de vida e começar a dar importância para as coisas que me fazem bem. Coisas simples, como livros por exemplo. Dia desses comentei no Twitter que já me cansei de ler coisas que estão na moda. Os autores da moda, os livros da moda, nada disso está me preenchendo intelectualmente, por assim dizer. Faço somente para mostrar às pessoas que eu também leio o que elas leem, também estou na moda, que eu sei sobre o que elas estão falando. Quer dizer, faço somente para me sentir parte de algo que não desperta tanto assim o meu interesse. Sinto que isso também acontece por causa da faculdade. Sou estudante de publicidade e propaganda e de tanto ouvir que publicitário precisa estar bem informado, acabo deixando de lado as coisas que gosto para prestar atenção nas coisas que os outros gostam, nas coisas ditas “do momento”. Mas esse novo estilo de vida que pretendo adotar me fez perceber que não é preciso anular-me para dar voz ao meu trabalho ou a faculdade. O que preciso é estabelecer um tempo para tudo, para as obrigações e para mim. Preciso ser a pessoa mais importante da minha vida e não me importar se os outros me entendem ou não. Aliás, se importar com o que os outros pensam é algo deprimente e eu preciso mesmo me livrar disso.

Em um dos artigos que li, a autora diz que devemos passar nossos objetivos a diante, para que as pessoas saibam que estamos estabelecendo metas e, de certa forma, nos motive a cumpri-las. Estou fazendo isso por aqui, pelo blog, porque na vida real as pessoas com quem convivo são negativas e acham que eu não conseguirei nada. Não devo culpa-las de tudo, já que fiz por merecer tamanho julgamento: nunca termino nada do que começo. Mas já que é pra fazer tudo diferente, não quero ninguém metendo o bedelho na minha vida, nem debochando quando disser que estou em busca de algo novo. Aliás, falar menos é umas das coisas que quero começar a praticar a partir de agora. Como alguém já disse: “Felicidade baixinha é melhor... Ninguém sabe, ninguém rouba, ninguém inveja”.

Pretendo ler mais, conhecer mais sobre vida simples e minimalismo, esse novo estilo de vida que me encheu tanto os olhos. Quero começar devagar, sem passos bruscos, para que não abandone o barco no meio do caminho. Mas uma coisa é certa, estou extremamente motivada e animada para me tornar uma pessoa melhor, mais relaxada, menos preocupada, mais feliz.

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3 comentários

  1. Oi Mari, estou na mesma situação que você. Possuo os mesmos hábitos, fora ligar para o que pensam de mim, essa parte eu já consegui me desprender bastante! E acho muito bom que você esteja procurando coisas novas que te tirem dessa "rotina". Pretendo fazer o mesmo, ainda estou organizando os pensamentos.
    Boa sorte! Beijos
    Reenoceronte

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  2. A arte do minimalismo, gosto bastante.
    Tem muito coisa na nossa vida que a gente não curte, mas que não muda por puro comodismo, esse ano também resolvi quebrar alguns padrões meus, tenho muita mania de deixar tudo pra amanhã, então minhas metas, meus planos, meus objetivos e principalmente a minha quebra na rotina foram sendo deixados pra depois de depois do dia que não chega nunca.
    Boa sorte na mudança, faça o que te faz feliz, não o que faz os outros felizes.

    http://denovomaisumavez.blogspot.com.br/

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  3. Aliás, falar menos é umas das coisas que quero começar a praticar a partir de agora. Como alguém já disse: “Felicidade baixinha é melhor... Ninguém sabe, ninguém rouba, ninguém inveja”. Minha mãe sempre fala isso.
    E acho que encontrei o seu blog por acaso hoje, mas que precisava ler isso tudo. Muitas coisas dessas também me incomodam, mas não fazia idéia de por onde começar, ou sequer se realmente era uma coisa. Acho que encontrei.

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