Resoluções para uma nova vida - Parte 2 - Final (Ou melhor: Apenas o começo)

by - janeiro 21, 2014

Imagem: We Heart It

Como já disse aqui e aqui , estou em busca de uma reeducação pessoal, emocional e material. É justamente sobre este último que se trata o post de hoje. Vou contar um pouco sobre como pretendo agir diante das minhas finanças e dos “bens” materiais.

Quero que fique bem claro que sou uma pessoa extremamente consumista e que este item poderá ser o mais difícil de cumprir. Mas como estou realmente disposta a mudar a minha visão diante das coisas, não vou mais permitir que o dinheiro continue me dominando. A compra por impulso e sem nenhuma necessidade deve ser extinta definitivamente da minha vida. Isso porque a quantidade de vezes com que fico com a corda no pescoço, devendo a deus e o mundo, não está no gibi.

O mais incômodo desta prática é que eu não invisto o meu dinheiro em nada que seja realmente necessário. Explico. Em vez de reformar todo o meu quarto que, devido a um problemão na minha casa está destruído, eu gasto todo meu salário com roupa, sapato e comida. Ah, ele também serve pra pagar dívidas infinitas de cartão de crédito. Não fico feliz em admitir isso, mas é a verdade. Eu gasto MUITO dinheiro com bobagens, com coisas que só me preenchem momentaneamente - no exato momento em que passo no caixa. Isso já se tornou um problema e, porque não dizer, uma doença. Quando chego em casa e vejo que meu suado (e como é suado) dinheirinho foi embora em uma blusa, um sapato e um almoço de 50 reais, fico extremamente deprimida. Arrependida, esta é a palavra. Dá uma vontade imensa de voltar no tempo e fazer tudo diferente. Viu? Já se tornou uma doença. Eu me sinto muito mal quando gasto dinheiro estupidamente.

Uma maneira eficiente para deixar de comprar por impulso é tornar-se cada vez menos influenciável. Isso eu não li em nenhum blog ou e-book sobre vida simples, isso eu aprendi na marra mesmo. Sabe quando alguém compra uma coisa e fica esfregando na sua cara (disfarçadamente, claro, ela não quer parecer esnobe -ooohhh, não dá nem pra perceber, colega) “olha, eu tenho e você não tem”? Então, eu sou super idiota e caio como um patinho nessas armadilhas. Quer dizer, caía, porque agora eu entendo bem que o que as pessoas querem mesmo é que você morra de inveja. Tadinhas. Elas querem mostrar que podem ter algo diferente, novo, exclusivo e que você não pode. Mas aí é que tá, pra quê eu quero o que fulano tem? Deixa fulano se achar o rei da cocada preta porque tem um celular caríssimo ou uma bolsa nova. Eu NÃO PRECISO de nada disso. Ele não é melhor que eu por causa disso.

Chega a ser até engraçado eu falar assim sobre dinheiro, inveja e consumo, quando estudo publicidade e propaganda. Como diz, ironicamente (eu espero =O), um amigo meu: “O que você faz é enganar as pessoas”. Não me lembro das palavras exatas, mas é algo muito parecido com isso. Claro que não é verdade, o curso é sério e eu não estou lá para enganar ninguém. Mas paixonite aguda pelo curso que faço a parte, o que eu menos quero é cair de cara na propaganda enganosa. “Ah, compre a calça da marca tal que você vai arrasar. Compre o celular da maçã e seja o cara mais descolado, inteligente, RYCO da turma. Coma no fast food do palhaço porque todo mundo vai saber que você só consome marcas famosas.”. Não, não e não. Eu não quero fazer isso para mostrar pros outros o quão melhor e rica eu sou. Eu quero comprar uma calça que vista bem, independente da marca. Quero ter um celular que atenda as minhas necessidades, sendo da maçã ou da pera. Se eu quiser o da maçã, ok, mas só vou comprar se achar que vale a pena. Eu vou comer o que eu achar mais gostoso, seja no palhaço ou nos derivados. Ponto. Essas coisas não dizem quem eu sou, elas não determinam a minha personalidade.

Eu não estou dizendo que nunca mais gastarei meu dinheiro com coisas supérfluas ou algo do tipo. Estou dizendo que só comprarei um sapato se as contas estiverem pagas, a poupança em dia e as obrigações financeiras devidamente organizadas. E se eu realmente precisar, claro. Aí sim, posso me dar ao luxo de comprar uma bobagem.

Outro ponto importante dessa questão de reeducação material é a tralha que eu pretendo me livrar o mais rápido possível. Eu guardo muita coisa que não uso: papeis, roupas, objetos diversos. Uma coisa que farei assim que voltar pra casa (estou de férias em outro estado) é organizar a minha vida material. Jogarei fora ou doarei/venderei tudo o que não me serve mais. Nós temos um desnecessário vício de se apegar aos bens materiais como se eles fossem insubstituíveis. Mas não são! Ora, se você compra uma blusa nova hoje, de que serve aquela que está no canto escuro da ultima gaveta da cômoda? De nada, só para entulhar e ocupar o espaço que poderia servir para alguma coisa realmente importante. Pois bem, livrar-me-ei da tralha e darei longa vida à organização simplista.

É isso, gente. Espero mergulhar o mais profundo neste novo estilo de vida. Quero estudar e conhecer mais sobre vida simples, minimalismo e frugalidade, estou realmente empolgada e encantada com os efeitos que essa opção trouxe para a vida das pessoas. Me desejem sorte e foco nessa nova empreitada, assim como desejo que vocês possam ser muito felizes com suas escolhas. Vou contando tudo por aqui desse processo, ok? Beijos e boa vida pra nós!

A linda da Babi me pediu para listar as referências que me fizeram tomar essa decisão tão importante, de mudar meu estilo de vida. Pois bem, vou preparar um post somente com as leituras que me ajudaram a abrir a mente. Não estipularei data, porque tem outras coisas que quero postar antes. Mas assim que o post estiver prontinho, divulgo na fan page do blog e em outros canais. 

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8 comentários

  1. Nossa adorei o blog,acabei de ver ele la no Enjoy e acabei entrando lindo demais

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  2. ai o meu :)
    http://elitaproducoes.blogspot.com.br/

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  3. Mari,

    Me identifiquei muito com você. Achei a gente bem parecida, e inclusive por estar passando pelas mesmas mudanças, acho que isso se realçou. Juro que quando vi que você estava aqui na região de SP até pensei: poxa, a gente devia ir tomar um café e trocar uma ideia! Eu trabalhei no shopping e em salão de cabeleireiro, além de ser maquiadora profissional e tenho um conflito muito grande entre simplicidade e tendência. Equilibrar isso, para mim, é o maior desafio. Pelo que eu percebi, você esta bem encaminhada no assunto, nem precisa de incentivo! Mas só para não passar em branco: você está escolhendo o caminho certo, simplificar só vai agregar mais valor para a sua vida!
    Parabéns pelas suas decisões, e to aqui, pode contar comigo!

    Beijão!

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  4. Oi Mari, fui comentar no blog da Tati e te achei! rsrs
    amei seu blog e ja vou seguir diretao! kkkkk
    menina,estou destralhando em casa, e coisa q nao acaba mais
    e eu tenho dois filhos pequenos de 2 anos e meio e o bebe de sete meses, entao acabo desatralhando e desapegando das roupinhas e brinquedos tbm.
    eu sou artesa e quero me desfazer do meu material e ja estou trabalhando nisso,
    olha, a verdade mesmo, è q a gente nao percebe o quanto a TRALHA, material atrapalha a nossa vida, e graças a Deus q existem pessoas e blogues q nos insentivam pra isso.
    Eu comecei com o vida organizada, agora vou por intuiçao mesmo.
    bjus
    docelardaluly.blogspot.com

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  5. Xuxu, você falou de mim, certeza!
    Eu eu tava nessa vibe louca de sofrer quando compro algo que não preciso. Agora eu parei de frequentar lugares que me fazem gastar e eu penso um tico antes de sair comprando. Eu tenho que morrer de amores por qualquer futilidade que quero trazer pra casa. Se eu morri, comprei. Se não morri, então deixa pra lá. "Só estou dando uma olhadinha dona". Três, dois, um... E fora da loja.

    Boa sorte ;*

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  6. Olá!

    Vi seu comentário no blog da Tatiana e resolvi conhecer teu blog! E...adorei!!!!

    Também estou em um momento parecido com o seu e gosto bastante de ler sobre minimalismo, vida simples, etc. Estou cada vez mais contente com a escolha que eu fiz!! Acredito que será muito bom para você também.

    Beijos!

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  7. Leio tantos desabafos por aí sobre consumismo que me sinto sortuda por ser tão pão-dura, hahahaha. Acho que a única coisa que eu perco a mão mesmo é na hora de comprar comida, acho que mais da metade do meu dinheiro eu gasto comendo. Mas sendo filha de uma mãe MUITO consumista, do tipo que tem roupa ainda com etiqueta no armário e que vive descobrindo coisas que comprou e acabou esquecendo, uma dica importante é radicalizar por um tempo, sabe? Minha mãe uma vez ficou um ano sem comprar uma peça de roupa (pra mim e pra ela, hahahaha), pra dar uma controlada. E foi ótimo!
    Não sei o quanto você está disposta a radicalizar, mas enfim.
    Agora sobre tralhas, a coisa pega. Sou a maior acumuladora do mundo, morro de medo de parar no Discovery Home and Health!

    Boa sorte com suas mudanças =)
    beijos

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  8. gostei do seu blog, vou adicionar ao meu feed para acompanhar. também estou tentando simplificar minha vida. sou formada em publicidade e propaganda e trabalhei na área durante 5 anos, mas agora estou terminando a faculdade de arquitetura e trabalho com projetos e construção.

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