09 novembro 2013

A linha tênue entre elogio e puxa-saquismo

Imagem: Google

É bem verdade que elogios me deixam encabulada. Sou tímida e quando alguém enaltece alguma característica que acha legal em mim, logo fico vermelha e tento mudar de assunto o mais rápido possível. Não que eu não goste de elogios, só não me acho essa Coca-Cola toda. 

Em contrapartida, não tenho nenhum problema em elogiar as pessoas quando acho necessário. Reconheço quando é legal, bonito, inteligente, ou quando faz algo interessante o bastante para me chamar a atenção. Dizer o quão bom fulano é, não o fará melhor que eu, mas acho que me torno uma pessoa melhor sempre que reconheço o valor das outras pessoas. 

Só que os meus elogios duram cerca de 10 segundos, por mais que o reconhecimento permaneça tatuado em meu ser pelo resto da vida. Não desperdiçarei uma hora do meu precioso dia, todos os dias, enaltecendo as características de fulano. A pessoa é super interessante? Ótimo! Guardo o que ela tem de melhor e vida que segue. 

Pessoas com complexo de Faustão me dão aflição. Precisam, o tempo todo, elogiar as características de alguém, como se ninguém mais no planeta tivesse essas tais características. E vamos combinar que nesse mundo virtual não é legal colocar as pessoas em pedestais. Elas ficam super arrogantes e nariz em pé, acabam se tornando verdadeiras malas: o que era interessante escorre pelo ralo. 

Então vamos aprender uma lição com a titia Mari? As pessoas tem os seus valores e características peculiares, merecem elogios e reconhecimento. Mas puxar o saco do indivíduo pelo resto da vida causa efeito inverso, meu bem. Ele não se tornará uma pessoa melhor, ele sempre vai achar que é melhor que você.

O “puxa-saquismo” é uma das mais deploráveis facetas das condições humanas existenciais. Através dela, muitos negligenciam suas personalidades e dignidades em prol de alguém que acredita ser de uma estirpe superior à sua. Não por crer piamente nisso, mas por objetivar tirar alguma espécie de proveito". - http://www.agravo.blog.br

Nem sei porque coloquei este título no post. A linha entre elogio e puxa-saquismo não é nada tênue. Pena que as pessoas insistem em arrebentá-la a machadadas.

4 comentários:

  1. Concordo contigo, pessoas puxa-saquistas às vezes me dão vergonha alheia! Hahaha.

    Saudades da "blogosfera", beijos!

    ResponderExcluir
  2. Tanta gente que não agrega nada e fica se achando por causa de puxa-sacos. Hahahaa apenas tenho pena.

    ResponderExcluir
  3. Eu adoro receber elogio, mas obviamente os sinceros e surpreendentes. Concordo com você, a linha não é tão tênue assim.

    ResponderExcluir
  4. acho que essa linha que não é tão tênue assim é ultrapassada quando o elogiador busca o interesse com o elogio ao elogiado.

    É como eu falo: só tem palhaço porque tem plateia. Cabe a cada um não ser o palhaço e cair nessas conversas fiadas

    ResponderExcluir

Mariany Gomes © , All Rights Reserved. BLOG DESIGN BY Sadaf F K.