Sim, eu gosto da Sandy. E daí?

by - outubro 10, 2013

Imagem: WeHeartIt

Atire a primeira pedra quem nunca teve/tem um ídolo pop. Eu também já tive 13, 14, 15 anos e sei bem como é ter aquela paixão platônica por algum artista. Começou com a dupla Sandy e Júnior, passou pelo ator Kayky Brito e finalizou com o extinto grupo RBD. Hoje já não consigo ter um ídolo incondicional. Gosto de tanta coisa diferente que seria impossível ter um único artista para idolatrar.

 (Eu não gosto desse negócio de idolatria. Hoje, mais velha e amadurecida, acho uma babaquice idolatrar uma pessoa que nem sequer sabe que você existe. Idolatria é uma palavra muito forte e, pra mim, só cabe à pessoas que realmente valem a pena. No fundo, no fundo, eu acho que não cabe a ninguém.)

 A única coisa que ficou deste período de adolescente loucona por artistas pop, foi a afeição pela Sandy. Tá, eu já sei que vocês vão colocar o dedo na garganta, falar que eu sou cafona, brega, blablablá. Só que eu não tô nem aí. Uma vez falei pra um amigo que eu gostava do grupo Roupa Nova e ele disse que eu era muito corajosa em assumir isso. Achei engraçado, mas nem sequer cogitei a possibilidade de deixar de ouvir a banda só porque ele achou brega. Eu sou obrigada a gostar do que todo mundo gosta? Não. Ótimo! Também não acho que sou melhor ou pior por gostar dela. Ou entro naquela vibe idiota de que "quem escuta Sandy não pode ouvir AC/DC". O dedo do meio pra vocês e vão cagar!

 Ainda gosto muito da Sandy porque não a vejo como a imprensa pintou e todo mundo acreditou. Quando ela tinha 17 anos, concedeu uma entrevista à revista Contigo falando do seu desejo em casar virgem. (Sim, eu sei de quase tudo ^^ Até porque eu tinha esta revista e mais 800 milhões). Ora, uma garota de 17, 18, 20, 30 anos não pode sonhar em casar virgem? Todas as mulheres que assim querem permanecer até o casamento devem ser santificadas? Gente, era uma escolha dela. Como era a minha, como é a de milhares de outras garotas. Qual o grande problema nisso?

 Enfim, Sandy ficou nacionalmente conhecida como a "garota-que-nunca-transará" só por causa de uma declaração aos 17 míseros anos de idade. Juntando isso ao fato dela ser uma menina recatada e com voz de criança, pronto, a imagem da pobre moça foi associada a tudo que é puro e casto. Eu nunca a vi assim. Sempre gostei dela pelo seu talento, por ser uma boa cantora. Só porque ela não vive dando vexame, protagonizando escândalos, deve ser considerada uma santidade? Até na declaração para a Playboy a imprensa fez um alarde desnecessário. Se me perguntassem se é possível ter prazer anal, eu também responderia que sim. Ora, se as pessoas fazem e dizem sentir prazer, quem sou eu pra discordar? Agora se eu sinto ou não é outra história (que não interessa a ninguém). Ninguém perguntou se ela sente. Perguntaram se é possível. E aí vem o povo que não passou pela educação básica e não aprendeu a interpretar texto, debochar da moça.

 Declarações polêmicas a parte, gosto muito da Sandy porque a considero uma artista de verdade. Gosto da sua voz, curto suas músicas (principalmente da carreira solo), pra mim está claro que ela não é uma mísera celebridade. Ela é linda, tomou formol e ainda vende disco pra caramba, ou seja, samba na cara dessa sociedade que a detesta sabe-se lá porquê. Engraçado é que os mesmos que a odeiam, adoram a Anitta, por exemplo. Ora, no que a Anitta é melhor que a Sandy? Na "atitude", nos shorts curtos e no sutiã de spike? Não desmerecendo o trabalho da segunda, mas a primeira está num nível que não dá pra comparar. Vejo a Anitta como um modismo, não me parece que seguirá uma carreira longa e sólida. É preciso muito mais que coxas grossas pra segurar uma carreira.

 Pois bem, não sei por quanto tempo ainda gostarei da Sandy. Mas enquanto esse afeto durar, não terei nenhum problema em admiti-lo.

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2 comentários

  1. Que bonito você assumir esta sua admiração sem se importar com o pré- conceitos. Vc tem razão em dizer que a Sandy é uma artista de verdade. Por mais que não faça e na verdade nunca fez meu estilo, eu reconheço que ela trabalhou muito, cantou muito e conquistou o espaço dela. Também não gosto de fanatismo e idolatria em excesso. Tem artistas que eu gosto demais mas nunca cheguei no nível de idolatrar ninguém.

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  2. Desde pequena nunca fui apegada a nada, nem pessoas, que dirá idolatrar! Mas tinha lá minha simpatia pela Sandy e via todas as coisas relacionadas à ela (que passassem na televisão, porque nunca comprava revistas nem nada do gênero). Me lembro de maquiagens da Sandy, calças da Sandy, tudo da Sandy. A minha visão dela era como se fosse a Barbie brasileira humanizada, e acho que muita gente fez disso também sua própria visão. O que é difícil é aceitar que as pessoas crescem, né? E isso é um erro quase que generalizado. Dá pra fazer uma bruta comparação com a Miley (mesmo que isso saia um pouco do objetivo do post, rs): a mídia via ela com uma coisa disneyficada, e quando ela quis de uma brusca maneira tirar todo esse rótulo foi julgada em praça pública.

    Não sei mais exatamente onde quero chegar com esse comentário, mas preciso dizer que: EU ERA LOUCA PELO KAYKY BRITO SONHAVA COM ELE PENSAVA EM ENCONTRAR ELE UM DIA aí ele cresceu e amor acabou.

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