03 junho 2013

Não me olhe dos pés à cabeça

Imagem: WeHeartIt

Você, com certeza, deve repudiar algum comportamento alheio. Algo que te faça pensar "Pra quê isso?". Pois bem, eu não sou diferente, e se tem algo que odeio em alguém é a idiotice de olhar o outro dos pés a cabeça.

Sei que muitos de vocês já passaram por isso. A pessoa é tão mal educada que nem te olha nos olhos, não nota seu sorriso, seu cumprimento. Muito antes ela te analisa, preocupada com a roupa que você veste, o que você segura na mãos, se cada fio do seu cabelo está no lugar. Há muito não me acontecia isso, tenho me cercado de pessoas tão maiores que só se importam com o que digo, não com o que ostento. Mas a gente não só se depara com grandezas, a pequenez nos ronda, nos cerca, aonde quer que andemos.

Eu, felizmente, sou muito observadora, consigo ver detalhes que ninguém vê. Geralmente acerto quando digo: "Não fui com a cara de fulano". Pré julgamento, Mari, que feio! É, eu sei, mas também sei que não sou a única que faz isso. Todo mundo julga o livro pela capa, a diferença é que uns jogam ele fora, enquanto outros leem até a última página. Pessoas não são livros, não têm páginas, capítulos, mas falam e gesticulam que é uma beleza. E é assim que eu descubro o quão maravilhosas, ao ponto de analisar uma pessoa pela roupa que veste, elas são. Por isso, cuidado, meu bem, há perigo na esquina. Eu não engulo sapo disfarçado de príncipe, não me venha com discurso de bom samaritano, de pica das galáxias, de bala que matou Hitler. Assim que eu cheguei, você me julgou pela embalagem, perdeu 2 segundos preciosíssimos tentando compreender que roupa era aquela que eu usava, enquanto eu toda serelepe mendigava um "Tudo bem e você?".

Na verdade, eu nem acredito que essas pessoas estejam mesmo analisando que roupa eu uso, mas medindo o tamanho da minha significância. Sabe como é, né? O mundo é de quem significa mais, e esse povo precisa a todo custo se sentir superior, nos olham como se fôssemos menores, pouco, nada. Informo-lhe, então, que não sou nada realmente, mas que posso passar horas olhando somente para os seus olhos, não me preocupando nem um pouco com os seus pés, nem com todo o caminho que deve ser percorrido até eles.

8 comentários:

  1. "não nota seu sorriso, seu cumprimento"
    E quando a pessoa nem te conhece? Acontece comigo o tempo todo no ônibus. Já teve vezes de eu me perguntar se estava extravagante demais ou com roupa muito curta. Hoje já acostumei. É bom mesmo pra saber com quem se lida. ;)

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  2. Seu texto expressa bem o que tenho sentido ultimamente. O problema é que as pessoas estão sempre preocupadas em ser mais e com isso faz com que menosprezem os outros. Belo blog, guardarei ele.

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  3. " Muito antes ela te analisa, preocupada com a roupa que você veste, o que você segura na mãos, se cada fio do seu cabelo está no lugar. "

    Preguiça eterna de pessoas assim, e onde eu moro digamos que 85% das pessoas são.
    Tipo eu chego num lugar, falo um oi e nem disfarçam, é cabelo , roupa, unhas, etc.
    Isso é mesquinho demais e por isso o meu circulo de amizades aqui é bem pequeno. Gosto de quem me acrescenta, não de quem me diminui. De quem se preocupa com o que é, não com o que tem e com o que tenho. Se preocupa com sentimentos, não com matéria.

    Beijo

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  4. Oi Mari!! Tudo bem?
    Estou começando com meu blog agora e estou querendo algumas parcerias. Oq acha? >< hahahhaha
    Grandes beijos!

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  5. Todos nós julgamos pela capa
    somos apegados a estereótipos e estamos sempre esperando que se confirmem. Poxa quando digo que não sou pagodeiro pessoal se espanta só porque sou negro!
    Aha

    muito boa a maneira como escreve, gostei mesmo, você visitou meu blog um tempo atrás e nem pude retribuir, voltei a blogar e é bom estar por aqui
    abraços

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  6. Olha, eu costumo dizer que eu tenho um "radar" que funciona muito bem. Consigo sentir as pessoas logo num primeiro contato, ou, ok, nos primeiros contatos. Sou bem observadora também. E lamento profundamente presenciar ou sofrer coisas desse tipo: pessoas que nos olham com desprezo, com repulsa ou fazendo pouco caso de nós. É triste, mas é bom, porque a gente já se afasta de quem não vale a pena e se liga aos que valem algo.

    ;)

    Sacudindo Palavras

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  7. Toda análise exagerada é sintoma de insegurança. O tempo perdido nesse processo é desestimulante pra quem está do outro lado - uma sensação de se passar por um detector de metais humano - e ridícula para quem pratica.

    De qualquer forma, esse ação contribui para uma economia de educação e compartilhamento de sensações com o sujeito hipotético que venha a nos abordar assim. Utilize a gentileza e não estrague seu dia.

    [Ótima abordagem].

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  8. Concordo muitíssimo com você, Mari. Também é algo que me incomoda demais.
    Sou tímida, não gosto de ser o centro das atenções, nem mesmo de ser observada. Quando não apenas me observam, mas me olham dos pés à cabeça, me medem pela minha aparência, me julgam sem conhecer... Ah, é terrível!

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