22 março 2013

Ser infinito faz parte. (Book Tour da Revista 21)

Imagem: WeHeartIt

Primeiramente, gostaria de agradecer a Revista 21 pela oportunidade de participar desse projeto tão legal. Recebi, junto com o livro, um bilhetinho super fofo da Aline Mascarenhas (clique para ler a resenha). Já está perdoada pelos rabiscos, fofa ^^

 Quando soube dessa iniciativa da revista, fiquei super empolgada, morrendo de vontade de participar. Só que euforia pode não ser tão bom assim. Depois que me inscrevi no sorteio para a escolha dos blogueiros participantes, lembrei de um detalhe importantíssimo: eu não sei escrever resenhas. Isso não seria nada demais caso a regra pétrea do tour não fosse escrever uma resenha ao término da leitura do livro e postar no blog pessoal. 

Quando o resultado do sorteio saiu, pensei: 'Me lasquei!, Como vou escrever esse tipo de texto se não sei contar nem a historinha dos Três Porquinhos pros meus alunos?''. Confesso que fiquei bem apreensiva. Eu realmente nunca fiz o tipo ''blogueira literária'', até porque sempre que invento de resenhar sobre alguma coisa, o texto não passa de 2 linhas. Curta e grossa, e sem nenhum spoiler. =P 

 Enfim, diante dos fatos supracitados, já aviso que minha resenha não será nada surpreendente ou convencional. Se você quiser saber sobre a história do livro, indico o post da Aline. Se você quiser saber sobre a essência do personagem principal, fique a vontade para ler as linhas abaixo. 

 The perks of being a Wallflower - As vantagens de ser invisível 

 Resenha

 O livro tem como protagonista Charlie, um garoto de 15 anos que sofre de alguns distúrbios comportamentais e dificuldades de adaptação. A história é contada através de cartas que o garoto escreve para um amigo que nos permanece anônimo até o fim. A vida aparentemente sem graça e sem socialização, muda radicalmente quando Charlie conhece Patrick e Sam, dois alunos da mesma escola que ele frequenta. Os novos amigos, então, apresentam a Charlie um mundo novo, um mundo em que ''ser infinito'', faz parte. Apesar das novas experiências, o garoto lida com problemas de gente grande: sexualidade, estupro, drogas, aborto, e até a morte. Em meio aos trancos e barrancos, Charlie nos mostra um visão muito sincera de mundo, visão esta adormecida ou já esquecida pela maioria de nós. Tudo isto embalado por uma trilha sonora que nos faz viajar até os anos 80 e, de lá, não querer sair mais.


Imagem: WeHeartIt

Lado B

 E aí que todo mundo do mundo sonha com o clímax da popularidade. Ser famoso é mais importante que ser feliz, e quando encontramos alguém que nada contra esta correnteza, chocados, chegamos até a repensar sobre o que realmente importa na vida. Charlie é um garoto que sem dúvida nada contra esta correnteza, e contra qualquer outra. É aquele velho clichê do pontinho vermelho entre vários pontinhos amarelos, só que sem a parte do clichê. Sua história é perfeitamente contada por ele mesmo, através de cartas que escreve para um amigo aparentemente super confiável e anônimo. Nós, leitores, talvez. Não consigo imaginar alguém mais confiável que um leitor submerso em histórias verídicas de cartas que transbordam sentimentos. Ele poderia contar, como contou, o que quisesse, que nós guardaríamos seus segredos mais infinitos. Charlie é de uma sinceridade e inocência ímpar, características que faz qualquer um morrer de inveja. Como que alguém pode deixar transparecer tão lindamente o que se é? Pensando bem, ser invisível é justamente isso: poder ser quem realmente é. Conclui-se, então, que existem mais vantagens do que desvantagens em ser invisível. Ser infinito não é para todos, talvez nós leitores nunca saberemos o que é isso, nem mesmo se lermos e relermos umas mil vezes as cartas de Charlie. Essência é coisa que não se ensina, não se aprende. Essência é coisa que nasce de dentro pra fora, arrebentando as muralhas dos ''por que'', dos ''talvez'', para plantar sementes de ''sinceridade'', de ''esse sou eu''. Quisera eu poder observar o mundo de um forma limpa, e me permitir mostrar o que há de melhor em mim. Quisera eu poder contar com uma gota da pureza de Charlie e abrir os braços e o coração para o que eu sou, sem medo de ser feliz, sem medo de ser infinito. Não, Charlie, você não me fez perder tempo. Você significou muito pra mim também. 

 Quotes preferidos 

 ''Eu me sinto infinito!'' 

 ''A gente aceita o amor que acha que merece.'' 

 ''Tem uma foto da Sam que é simplesmente linda. Seria impossível descrever como é bonita, mas vou tentar. Se você ouvir a canção Asleep e pensar naqueles lindos dias de chuva que fazem você se lembrar das coisas, e você pensar os mais belos olhos que já viu, e você chorar, e a pessoa abraçar você, então eu acho que você vai ver a fotografia.'' 

 ''Fico fascinado em ver como as pessoas se amam, mas não gostam realmente umas das outras.''


4 comentários:

  1. A resenha ficou ótima!!!!! Você fez tanto "charme" sobre não saber fazer resenha no começo e o texto ficou incrível! =)
    Gostei muito da reflexão que você fez da história.

    Bjos,

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  2. assistir ontem vey pela 2 vez e pqp cada vez que eu assisto eu gosto mais desse filme.
    http://soldadodeaco.blogspot.com.br/

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  3. Ain fiquei com vontade de ler esse livro.

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  4. Então, se você é a mocinha de recife que está nesse tour das Vantagens de Ser Invisível, acho que sou a próxima a receber o livro, correto?
    Eu gostei das divisões da tua resenha. As minhas também não costumam ter uma estrutura - embora eu venha tentando fazer com que isso aconteça sem que a resenha fique insuportável ou formal em demasia.
    Ai, como estou ansiosa por ele!
    Abraços.

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