02 fevereiro 2013

Nem um nem outro: normal

Imagem:Google

''Parece não haver meio termo para personagens interessantes em Hollywood.''. Essa é uma frase de Luiz Joaquim, jornalista que escreve para a Folha de Pernambuco e frequentemente faz críticas sobre filmes e peças teatrais. Gosto muito dos artigos dele, pois sempre coincidem com a minha opinião, a exemplo da frase acima. Ela estampava o início da uma crítica sobre o filme ''O lado bom da vida''.

 Nesses últimos meses, devido as férias, tive a oportunidade de conhecer seriados e filme novos. E, assim como Luiz Joaquim, percebi que a indústria televisiva e cinematográfica parece não ter meio termo mesmo. Os personagens são sempre muito dramáticos e perturbados, ou tão leves, ricos e perfeitos que chegam ao ridículo.

 Comecei a pensar sobre isso assistindo ''New Girl'', série estrelada pela exageradamente fofa em cena, Zooey Deschanel. Estava super empolgada porque as meninas nas redes sociais só falavam dessa série, que era ótima, que não sei o quê, resolvi dar um voto de confiança. A protagonista ''Jess'', acabou de levar um fora e vai morar com três caras super bacanas e tão desajuizados quanto ela. Assisti até o quinto episódio da primeira temporada, dei umas risadinhas, mas enjoei de todo mundo da lua da ''Jess''. Ninguém é fofo daquele jeito, dá agonia ver a tentativa desesperada de Zooey de parecer uma menininha, isso com 33 anos. Não cola. Vou continuar assistindo, mas não rigorosamente, somente quando eu não tiver nada pra fazer e ela tiver lá dando bandeira. 

Na contra mão da bobalhice de ''New Girl'', vem a comédia-romântica-dramática ''O lado bom da vida'', filme protagonizado por Bradley Cooper e pela nova namoradinha da America, Jennifer Lawrence. O primeiro é um cara meio perturbado das ideias, acabou de sair da reabilitação e tenta voltar à vida normal. A segunda é uma viúva que vê no sexo casual a saída para o trauma que ficou com a morte do seu marido. Ambos personagens são densos e loucos e perturbados e dramáticos, mesmo com finais totalmente previsíveis. E aí eu concordo novamente com o Luiz, quando ele diz que ''O lado bom da vida concorre ao exagero de 8 estatuetas do Oscar (incluindo melhor filme e melhor atriz)''. A película é uma comédia romântica que precisou de uma dose de drama para se tornar um bom filme. Ou seja, caso os distúrbios mentais dos personagens não estivessem ali presentes, seria apenas mais uma comédia romântica mediana. Há bons diálogos e tal, mas 8 Oscars? Melhor atriz? Melhor filme? Pi e seu querido amigo Tigre, ficarão muito chateados se Jennifer Lawrence e David O Russel (diretor) levarem as estatuetas.

 Enfim... O que realmente quero dizer com todo essa baboseira, é que não se fazem mais personagens ''normais''. Tudo precisa ser bobo ou denso demais pra fazer sucesso. Claro que não falo de bobagens geniais, como ''The Big Bang Theory'', nem de dramas geniais como ''House'' e ''As vantagens de ser invisível''. Também não menciono a incomum família de ''The New Normal'', porque essa foi a melhor estreia de 2012, e olha que eu nem vi as outras. Quanto a ''Girls'', bom, a menina ganhou lá o Globo de Ouro, a série é boa realmente, mas ainda permanecem os dramas de sempre.

 Tá na hora de Hollywood inovar e trazer para os telespectadores personagens normais, como eu, você e qualquer outro mortal. Nada bobos e totalmente sãos. Isso sim seria um desafio: tornar o normal interessante. E as estatuetas do Oscar seria distribuídas corretamente.


*Eu não sei fazer resenhas e sinopses, então se você achou um lixo o resumo que fiz da série e do filme, procure um site especializado. 

3 comentários:

  1. Eu anda não vi, mas parei no 3 episodio de New Girl e achei Girls alternativo demais.

    Mas as aventuras de Pi realmente merecem uma estatueta!

    Mas o genero de O lado bom da vida me agrada, então nao sei dizer se concordo muito com voce! Mas acho seu ponto valido, tudo é muito previsivel em Hollywood

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  2. Eu vou concordar com o que você disse em "Isso sim seria um desafio: tornar o comum interessante".
    Mas não sei se concordo com outras coisas, porque cada seriado, filme e afins pode ter um público e metas diferentes. Eu gosto muito de new girl e é exatamente por ser tudo tão aleatório e bem incomum, é um seriado para rir, não para se identificar. Mas enfim, eu acho que entendi o que você quis dizer sim.
    Ainda não assisti o filme (esperava ler o livro primeiro), mas gostei de ter lido um pouco mais aqui.
    Beijos!

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  3. Perfeito, voocê está de parabéns, seus textos são incriveis .


    http://lagrimasdeumgaroto.blogspot.com.br/

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