22 abril 2016

Minimalista pode vestir amarelo?



Dia desses eu estava passeando pelo perfis minimalistas do Pinterest, assim como lendo alguns posts em blogs que abordam o tema, quando comecei a me sentir mal. Não, o minimalismo não está me matando, é só que eu percebi uma coisa que, pra mim, parece muito triste.

Eu sempre defendi que minimalismo não é sobre números e que tudo o que aparece como “moda” nesse meio é somente para servir de inspiração, ninguém precisa se sentir escravo. Mas infelizmente não é com essa leveza que eu vejo o minimalismo na internet. Não importa aonde eu vá, clicando nessa imensidão de conteúdo sobre o tema, sempre me deparo com o que parece ser uma ditadura. Uma não, várias. Mas não vamos falar de todas elas, vamos por partes. Talvez eu aborde outras em outros posts.

A foto que encabeça este post é minha. Estas são as minhas roupas. Dá pra perceber que eu adoro preto (amor da minha vida), branco, cinza e listras, né? Pois é. Mas o que isto tem a ver com o minimalismo? Nada! Leram bem? Nada! Apesar de não entender nada de moda, acredito que a forma como você se veste diz muito sobre a sua personalidade, mas não te dá atestado de minimalista. Eu não sei o que acontece com (quase) todos os blogs e perfis do Instagram/Pinterest/Tumblr das pessoas que costuma falar sobre isso, ou que falam especificamente disso, que mergulham numa imensidão branca e vazia que chega a dar agonia.

Eu me senti mal vendo e lendo tudo aquilo porque parecia que eu estava sofrendo uma overdose. Ouvi um coro que dizia: o minimalismo me transformou e na catequese disseram que só é permitido vestir branco, preto, azul marinho e uma bolsa caramelo. Não havia diferença entre as fotos, não havia diferença entre as pessoas.

Eu sei que quando a gente resolve dar passos rumo a uma vida mais simples (ou rumo a qualquer vida), muita coisa que acreditávamos gostar antes acaba por não fazer o menor sentido depois. Mas daí a virarmos um exército, a sermos praticamente todos iguais? É muito estranho o fato de todos os que se dizem minimalistas, ou que caminham rumo a uma vida mais simples, gostem das mesmas coisas, se vistam da mesma forma. Não acredito que o minimalismo tenha a ver com cor ou estilo de roupa. Acredito que tenha a ver com como você se sente vestindo determinada roupa. Minimalista não pode vestir amarelo e babados? É claro que pode. Deve. Se isso o fizer feliz.

Gente, eu espero que vocês estejam me entendendo e não pensem que eu estou aqui pra contrariar a vontade das pessoas de vestir roupas básicas e monocromáticas. Eu estaria cuspindo no meu próprio prato, né? O que eu quero com este post é tentar defender um outro lado, um lado menos branco, menos básico, menos vazio. Eu estou aqui para prestar a minha solidariedade às pessoas que veem um vestido florido lindo e não compram porque (acham que) têm que manter uma pose minimalista. Eu estou aqui pra dizer a essas pessoas que está tudo bem comprar o vestido florido lindo E ser minimalista. Não existe uma única lei neste mundo que te impeça de viver uma vida simples e sair toda estampada por aí.

Eu decidi que preto era a minha cor aos 12 anos de idade. Minha mãe tinha pavor do meu guarda-roupa quando eu era adolescente, ela dizia que só tinha coisas “das trevas”. Depois que cresci, ela começou a pegar no meu pé porque eu só tinha roupas iguais e das mesmas cores: camiseta branca, preta e cinza. Até hoje, quando ela liga dizendo que vai comprar roupas pra mim eu respondo que não precisa - a não ser que ela mande uma foto - porque eu já sei que será estampado ou colorido, pois ela se recusa a comprar alguma coisa preta. Podem ligar pra ela e confirmar tudo isso.

Eu não visto roupas básicas porque resolvi ter uma vida mais simples e na bíblia do minimalismo diz que a gente tem que se vestir dessa forma. Eu visto roupas básicas há muito tempo porque é da minha personalidade, porque eu não sei combinar estampas, porque eu acho feia a maioria das coisas que está na moda. Mas nem por isso deixo de gostar e comprar roupas estampadas de vez em quando. Confesso que é difícil uma estampa me agradar. Muitas vezes me arrependo de ter comprado e começo a usar a peça em casa, pois não tenho coragem de sair na rua com ela. Mas o fato é que eu não me sinto presa às cores básicas no intuito de receber o certificado de minimalista do ano.

Minhas estampas

*Um outro ponto interessante a ser discutido: “roupa de casa e roupa de sair”. Algumas pessoas que se dizem minimalistas não possuem roupas de casa. Se você é alguém que tem que resolver muitas coisas na rua, ou que recebe muita gente em casa, melhor mesmo estar mais arrumadinha. Mas como isso não condiz com a minha realidade, eu jamais ficarei em casa com uma camisa nova que me custou 70 conto. Em casa eu pareço a doida do pão. Se estiver frio, não precisa nem de roupa de casa, minha gente, um pijaminha já tá de ótimo tamanho. A minha roupa de casa também não precisa ser preta ou branca. A maioria é, pois tudo que ficou velho é branco ou preto. Mas, como já falei no parágrafo anterior, se compro algo estampado e me arrependo, vai pra pilha das roupas de casa. Eu não me sinto na obrigação de estar sempre preocupada com uma paleta de cores enquanto faço meu feijão ou lavo meu banheiro.

Uma das minhas referências sobre o tema vida simples é a Camile Carvalho. Ela é uma fofa e eu a acompanho em tudo o que é rede social (stalker ^^). Pra mim ela é uma pessoa que capta bem a essência do que é levar uma vida minimalista, não propagando as mesmas ideias, com as mesmas cores e as mesmas quantidades. Camile é vegana, mas não fica com aquele discurso de que todo mundo que come carne vai para o inferno. Ela é professora de ioga, mas não vende cartilhas de “se você se diz minimalista e não pratica ioga, você não é minimalista”. Ela realmente é uma pessoa iluminada e eu a admiro muito.

 A Taís Godinho, do Vida Organizada, também é uma pessoa que me inspira. Apesar de o foco do seu trabalho ser organização e não minimalismo, eu gosto de como ela aborda o tema às vezes, sempre de forma cautelosa e não desrespeitando as particularidades das pessoas, nem fazendo-as acreditar que só existe uma maneira (e cor) certa a conduzir a vida. 

Está cada vez mais difícil encontrar inspirações diversificadas. Eu não vou dar uma de hipócrita e dizer que não gosto de fotos/roupas com esse perfil mais clean, é claro que gosto. Já disse, não vou cuspir no prato que como. O que eu não gosto é dessa obrigação de ter que ser minimalista e básica e monocromática e ter uma casa toda branca com três móveis.

Eu torço muito para que as pessoas não tenham medo de se desconstruir quanto a isso, não tenham medo de usar um vestido rosa se quiserem. Não fiquem paranoicas com uma suposta reputação que devem manter. Espero mesmo que todos entendam que o minimalismo existe para que você quebre padrões, não para que saia de uma prisão e entre em outra.

P.S.1: Você pode até pensar que eu estou bostejando e que nunca viu ninguém obrigar os outros a seguir uma apostila minimalista. Mas eu acredito que as "ditaduras" estão, muitas vezes, nas coisas que a gente não diz. 

P.S. 2: Quando a maioria das referências que se tem sobre um determinado assunto são praticamente iguais, a tendência é você achar que algo está errado, mas que algo está errado com você. Como assim eu quero ser minimalista e meu sofá não é branco? 90% da minha timeline minimalista tem um sofá branco. Estou de fora, nunca vão acreditar que eu sou minimalista.

E você, o que pensa sobre o assunto? Concorda, discorda? Comenta aí ;)

27 fevereiro 2016

A tal newsletter

Imagem: Google

É claro que foi por influência da Anna que eu resolvi abrir uma newsletter, mas não somente. Já contei aqui que eu me mudei pra uma cidade no interior de São Paulo e, apesar de ser um lugar bem tranquilo (o que muito me satisfaz) as coisas nem sempre dançam conforme a música. Ou melhor, as coisas dançam exatamente conforme a música que a cidade toca. É, não tá fazendo sentido, eu sei.

A questão é que estou sem internet e nem sei quando vão instalar a bendita, o que me obriga a ficar numa espécie de limbo, completamente à margem de tudo. Além disso, eu ainda não arrumei um emprego, o que me obriga a ficar em casa o dia todo (saio somente pra entregar currículo, ir no supermercado e tal). Além disso, eu não tenho nenhum amigo nessa cidade. Nada, zero, o que me obriga a criar uma newsletter para me comunicar com pessoas (estranhas ou não) e, assim, iniciar (ou aprofundar) uma linda amizade.

Eu sei que para manter uma newsletter eu precisarei de internet, é claro, eu sei meu amigos, não precisa chamar de burra ainda. Mas, por mais caótica que seja a situação, ainda tem aqueles cinco minutos de 3G que a TIM resolve nos proporcionar. E é justamente esses minutinhos que eu pretendo utilizar para enviar as 'cartinhas' pra vocês. Quando digo pra vocês, quero dizer vocês dois leitores fiéis e amigos que nunca me abandonam. Ok? Ok!

Adianto que se vocês dois leitores resolverem assinar a newsletter, receberão um conteúdo totalmente inédito. Sim, isso mesmo. Vocês não receberão as postagens do blog por e-mail, não. O negócio é diferente. Estou usando a newsletter como mais um canal pra me comunicar com as pessoas, só que de forma bem mais pessoal. Sei que o blog já é bem pessoal, mas às vezes a gente sente a necessidade de contar aquela fofoca, ou falar mal de alguém somente pra um número reduzido de pessoas, né nom? Então, é mais ou menos por aí.

O intuito é realmente fazer amizades (ou aprofundá-las), falar besteira, me divertir e divertir as duas pessoas que assinarem. Eu estava realmente sentindo falta de um espaço em que eu pudesse falar sem firulas, sem aquela preocupação em escolher a melhor imagem pra encabeçar o texto, ou se ele está totalmente justificado (apesar de que isso é toque).

Resolvi dar o nome de 'Proeminente' para a newsletter por motivos de: eu gosto dessa palavra e acho o significado dela muito bacana. Se eu me acho proeminente? Minha gente, eu tenho 1,54 de altura e, no momento, não tenho dinheiro nem pro pão. Eu sou tudo nessa vida, menos proeminente. De qualquer forma, também é o nome que eu dei ao meu (finado) Tumblr. [Sério, eu preciso mesmo voltar a frequentar o Tumblr.] Ah, ainda não sei com que frequência enviarei as 'cartinhas' (cês sabem dos problemas com net), mas prometo não passar a mesma vergonha que passo aqui no blog.

Então, vocês já entenderam a história toda, né? Vem gargalhar ou entrar em depressão junto comigo. É só deixar o seu e-mail na caixinha abaixo (ou ali no sidebar). Beijo, amo vocês <3





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02 fevereiro 2016

Foca

Créditos: Pixabay

Sabe aquela pessoa que abre umas 10 abas no Google Chrome e sai lendo um parágrafo/uma frase de cada página aberta? Eu. Sabe aquela pessoa que assiste três programas de TV ao mesmo tempo e, ao trocar de canal constantemente, perde totalmente o fio da meada de todos eles? Eu. Sabe aquela pessoa que está vendo um vídeo no Youtube e de repente para pra ver uma única parte da novela? Eu.

Sabe meditação? Acho que nunca conseguirei. O meu cérebro funciona de uma maneira muito louca. Eu simplesmente não paro de pensar. Eu penso o tempo todo, e isso faz com que eu não absorva 100% de nada do que eu esteja fazendo. (Acredito que só o que me deixa mais relaxada e atenta são os textos dos meus blogueiros favoritos). Todo santo dia/semana/mês/ano eu prometo fazer um curso ou aprender alguma coisa nova na internet. O interesse dura uns 15, 20 minutos. Após esse período o meu pé já começa a mexer, os meus olhos já encontram as paredes do quarto, as abas do Chrome se abrem freneticamente. Quando dou por mim estou, sei lá, comendo morango com leite condensado. Na cozinha. Falando mal do vizinho. 

Mas é claro que isso é ansiedade, meus caros. Só que a minha ultrapassa o limite da dor de barriga antes de uma prova final. A minha está em cada milésimo de segundo da minha vida. Da hora em que me acordo até à noite, antes de dormir. Desconfio que às vezes sonho em acordar logo e fazer outra coisa que não dormir. Isso é bem engraçado, já que eu não sou uma pessoa agitada. Pelo menos não aparentemente. Eu consigo ficar horas parada no mesmo lugar, sem falar nada, vendo o tempo passar. Mas pode ter certeza que a minha cabeça vai rodar o mundo umas 10 vezes. 

Deve ser por isso, também, que as minhas ideias nunca se desenvolvem ou findam. São atropeladas por outras ideias mais novas e ligeiras, e estas se vão na mesma rapidez em que se foram as primeiras. É um clico vicioso do qual eu não consigo me libertar. Mas nas minhas andanças por um estilo de vida mais simples e organizado, aprendi que falta de foco anda lado a lado com a falta de rotina. É claro que eu não consigo focar em nada: estou fazendo coisas diferentes o tempo todo, minha vida é uma bagunça.

Perco o interesse pelas coisas porque nunca estou concentrada em nada. Os meus horários são todos tortos e mesmo tendo alguma coisa pra fazer, dou prioridade às que menos importam naquele momento. Às vezes não acredito como consegui iniciar, desenvolver e finalizar um TCC. E ainda sair da apresentação com nota 10. Só pode ter sido um milagre.

Alguns podem achar que eu tenho DDA, mas não é isso. Pelo menos nunca fui diagnosticada. O problema mesmo é a bagunça em que eu levo a minha vida. Tanto que essa semana eu dei uma vasculhada no blog Vida Organizada a fim de estudar mais sobre o GTD e dar uma boa organizada nas coisas por aqui. O GTD consiste, basicamente (beeeeem basicamente - sugiro, de verdade, uma boa leitura sobre o método para de fato conhecê-lo) em 'descarregar' as informações que nos são passadas constantemente, organizá-las e processa-las. Tudo isso no intuito de levar uma vida mais leve, organizada e focada.

Não sei se vocês sabem (leiam o post anterior), mas agora eu tenho uma casa só minha e não posso transformá-la também numa baderna. Agora as responsabilidades são maiores e não dá pra ficar vivendo nessa confusão. Estou decidida a focar em 2016. Isso mesmo, a palavra de ordem para o ano novo é foco. Por enquanto sem a força e a fé. Mas guenta aí que eu também pretendo melhorar a minha alimentação e subir umas ladeiras pra jogar pra lá o sedentarismo. Aguardem, essas serão cenas do próximo capítulo. Ou dos próximos, né, por motivos de um passo de cada vez.

Prometo compartilhar toda essa tentativa de 'foca na vida' aqui no blog. Até o que der errado, porque a gente tá aqui na alegria e na tristeza. E tu, tá focado nesse 2016?

26 janeiro 2016

Diário de mudança #1 - Um ap vazio


Juntei minhas roupas em meia mala (todas as minhas roupas cabem em meia mala média - fatos são fatos) e comprei uma passagem só de ida. Resolvi juntar a minha escova de dentes com a do meu noivo. Estamos juntos há cinco anos. Cinco anos à distância, só pra constar.

Pra quem caiu aqui de pára-quedas, um resumo: conheci meu noivo na internet e algum tempo depois começamos a namorar. A ponte aérea Recife - São Paulo/Campinas nos conhece bem, já que nos visitávamos sempre que possível. Daí a coisa ficou séria e resolvemos juntar nossos trapos. Noivamos e o casamento sairá em breve. The end. Sobem os créditos.

Pois bem, cá estamos. Esperando o Extra entregar nosso fogão, geladeira e máquina de lavar, mas cá estamos. Como não dá pra viver sem fogão e geladeira, estamos hospedados na casa dos pais do Felipe (meu noivo's name). É bacana e tal, mas eu sou uma pessoa que necessita de privacidade. Gosto de saber que aquele lugar em que eu estou é meu, que ninguém vai me incomodar e que eu posso ficar o mais à vontade possível. 

Também preciso de um cantinho pra fazer as minhas coisas: escrever, gravar vídeos, estudar, dançar, cantar alto no embromation, sair do banheiro só de toalha. Não acho bacana fazer isso na casa dos outros, fico super desconfortável. Sabe como é, neam... Então, amiguinhos, me enviem muita energia positiva para que os meus eletrodomésticos cheguem até o fim da semana. A cama será entregue nesta quarta-feira (27/01) e, chegando o fogão e a geladeira, nós já poderemos nos mudar e sermos felizes para sempre <3

Mesmo com toda a espera e a vontade louca de correr pro meu cantinho (-inho - inho mesmo), estou feliz por essa nova fase da vida. É tudo muito novo e, apesar de já ter vestido a camisa da minha própria casa (adulta made on), ainda estou pisando devagar em cada novo terreno que aparece. As grandes responsabilidades ainda não bateram à porta, o que me deixa um pouco apreensiva. Mas sinto que estou bem menos insegura e mais preparada para enfrentar o que quer chegue.  

Bom, eu ainda sou nova nesse negócio de 'diário de mudança', não sei muito bem o que escrever num post como esse. Mas ok, prometo melhorar. Enquanto a vida não se organiza, mostrarei um pouco de como está a nossa little (bem little) house até agora. Ah, o armário chegou e nós já (quase) montamos ;)






- Sim, já tem bagunça no apartamento porque a gente tá comprando as coisas e jogando lá. Não paramos para arrumar nada, pois não temos móveis e eletrodomésticos ainda.

- Não tirei foto do banheiro porque ele é pequeno (mas suficiente) e eu tive dificuldade pra conseguir uma foto dele inteiro. E, pra falar a verdade, ele tá tão deserto quanto o resto da casa. Quando estiver prontinho e arrumadinho, tentarei mais uma vez fotografá-lo.

- Ah, o apêzinho também conta com uma área externa beem bacaninha (aloka de lugares para estender roupa), mas eu esqueci de tirar foto. Também deixarei pra próxima.

- Cá está o armário desmontado:


- E cá está ele (quase) montado:


Bom, deixo vocês com meu capacho, pois é o que desejo a todos que resolverem embarcar comigo nessa doideira aqui no blog. É tudo pequenino e improvisado, mas tem chão pra gente sentar e conversar. Que é o que importa no final. Me visitem. Beijos e até a próxima!


Tô fazendo uns Snaps mostrando um pouco das coisas do apênzinho, me acompanha lá: @srtamariany
Créditos das imagens: Mari Gomes

15 janeiro 2016

O melhores blogs do mundo

Créditos: Daqui

O objetivo deste post não é listar os blogs mais luxuosos da internet, com os melhores layouts. Muito menos os de pessoas já famosas, batidas, conhecidas do 'grande público'. Os espaços que citarei logo mais raramente postam coisas que todo mundo posta, e do jeito que todo mundo posta.

O que eu quero com este post é apresentar o que existe além. Porque existe, gente. Existe um infinito de pessoas que carregam um infinito de ideias e que também compõem este espaço tão marcado por 'uma coisa só'. É triste pensar que tanta gente boa está escondida, nos bastidores de maquiagens extremamente bem elaboradas, bolsas de grife e cabelos lisos perfeitos. É triste pensar que Clarice Falcão estava errada em supor que as pessoas não comprariam um cd que falasse sobre uma pessoa só. O que a gente mais faz é comprar uma coisa só, consumir uma coisa só, produzir uma coisa só. 

Grande parte do meu ceticismo para com os mais 'novos blogueiros' (levando em consideração os meus 10 anos de blogger) é essa 'coisa só'. Não estou dizendo que a partir de agora ninguém mais pode falar sobre beleza ou moda, por exemplo, pois já existe muita gente que produz esse tipo de conteúdo. Também não estou dizendo que todo 'novo blogueiro' tem esse perfil (estou levando em consideração os vários que eu visito e que são praticamente iguais). O que quero dizer é que o mundo é muito maior que isso, os assuntos não cessam, não se esgotam, sempre existirá sobre o que falar. Sem contar que você pode tratar de assuntos repetitivos, só que do seu jeito, com a sua identidade. Mas o que eu mais vejo, sempre, de novo e de novo, repetidamente, sem cessar, é a produção do mesmo conteúdo, com a mesma cara, as mesmas expressões. Sei que a 'fórmula' serve de pontapé inicial para uma grande carreira como blogueiro, sei disso, sei disso. Mas gente, vocês já calcularam o quanto perdem ao prenderem-se a zona de conforto, quando há um oceano de outras coisas a se navegar?

Espero que todos estejam entendendo que não estou aqui com um grande dedo indicador e toda a arrogância do mundo. Longe de mim. Quem sou eu? A bactérias da mosca que posou na bosta do cavalo do bandido. Estou quase suplicando para que você se liberte e faça do seu blog o SEU espaço. Entendeu? Sinta-se livre. Esqueça as fórmulas, as regras, a base para o suposto sucesso. Tente fazer a mínima diferença que seja. Preocupe-se em ser útil para uma pessoa, não em ser bonitinho para um milhão. Ninguém merece ser só mais um bonitinho. 

Enfim, se liga nos melhores blogs do mundo. Pelo menos do meu.

Pra mim, o melhor blog do mundo. Não somente porque Anna é a coisa mais fofa da vida, mas porque eu acredito que ela seja a pessoa que mais sabe o que é ser blogueiro. Tá que as coisas mudam e os espaços se renovam. Os blogs já não são os mesmo de 10, 15 anos atrás, e nem servem mais para o que serviam. Ou não somente. Mas Anna mantém a essência, mantém os textos quilométricos, mantém histórias cotidianas de gente como a gente. Que mais dizer? É o melhor e pronto. Ponto.

Foi lendo o blog da Fê (~fazendo a íntima~) que eu decidi dar um rumo na minha vida. Gente, cês sabem o quanto isso é importante? Uma palavra tua pode fazer a vida de alguém mudar completamente. Foi por ser viciada no Fêliz com a vida que eu decidi ser feliz com a minha vida. Pedi demissão do meu emprego, mudei de rumo, tomei grandes decisões, consegui ser mais feliz. Tudo graças as palavras mágicas da Fernanda. Que, por sinal, é uma amor de pessoa. Sigo ela nas outras redes sociais (principalmente no snap) e percebo o quão iluminada ela é. Sério, visitem esse blog.

The busy Woman and the Stripy Cat - Rita (não sei o sobrenome dela)

No início de 2014 eu li este blog da primeira à última postagem. Foi como uma grande aula de como viver de um jeito simples e leve. A Rita é portuguesa, o blog é escrito em português de Portugal, mas é fácil entender, não encontrei dificuldade. Não tem como não sair encantado deste espaço, já que Rita trata de minimalismo de um jeito realista, maduro e democrático. Foi este blog que me fez querer de verdade adotar um estilo de vida mais simples. Obrigada, Rita!

Tá tudo caro - Bárbara Medeiros

Infelizmente a Bárbara não atualiza muito o blog e sua mais recente postagem é de 16 de novembro de 2015. Mas o que importa mesmo é o quanto essa moça me divertiu e me abriu os olhos para o quesito compras. A Bárbara compra e usa muita coisa da China e prova que é possível ser cool e descolado com roupas e acessórios baratos, sem todo esse glamour e preços absurdos das lojas de grife (que a gente sabe que não vale, já que é tudo fabricado na China mesmo). Ela monta looks e posta fotos bem bacanas, sem tanta parafernalha, sem maquiagem, sem perfeição. Foi impossível não se identificar e querer muito ser amiga dela. Torcendo pra ela voltar com tudo em 2016.

Pe-dri-nha - Manie Bittencourt

Manie, na verdade, se chama Mariany, ou seja, xará <3 Não bastasse essa coincidência, em que eu já poderia querer abraça-la e manter uma amizade pro resto da vida, a mocinha (porque é uma bonequinha, né gente) é um ser doce e iluminado. Me identifico muito não só com as postagens mas com os vídeos que a Manie faz, quase todos encorajadores e com muitas palavras amigas. Ah, e ela sempre levanta muitas discussões bacanas, do bem. Conheçam a Manie, por favor.

milarga - Vanessa Negrão

Esse com certeza é o blog mais engraçado que eu já li na vida. A Vanessa tem um jeito beeem peculiar de escrever, é como se a gente tivesse conversando com ela, não lendo o blog dela. Sabe quando eu falei sobre liberdade em algum parágrafo acima? Então, eu tava pensando especificamente na Vanessa. Porque ela é autêntica, livre para ser a blogueira que quer ser. Ela fala de diversos assuntos (leiam as listas que ela faz de namorados e maridos, são hilárias) de uma forma muito particular, e isso, pra mim, é muito mais importante do que ter um layout perfeito. 

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É isso, espero que vocês tenham gostado da lista e que visitem todos os blogs. Não se surpreendam com a quantidade de texto que encontrarão, é que eu gosto muito de textos longos, de gente que tem o que dizer, não somente o que mostrar. 

Ah, devo dizer que esses não são os únicos blogs que eu amo de paixão e que visito sempre. Eu sou a loka dos blogs e adoro vários, inclusive fiz várias amizades com blogueiras muito queridas. É que esses são aqueles que me fizerem melhorar, pensar duas vezes, rir, chorar, enfim, os que mexeram comigo. Não que os outros que eu amo não mexam, sempre vão me ajudar de alguma forma. No meu blogroll tem mais!

PS: Confesso que nem sempre estou presente nos comentários dos meus blogs queridos, muitas vezes pelo fato de realmente não saber o que dizer, e eu odeio comentários do tipo "ah, que lindo, beijo'. Mas podem ter certeza que os leio sempre <3

E aí, me digam quais os melhores blogs do mundo pra vocês. Quero conhecer ;)
© Mariany Gomes
Maira Gall